Postado por em 28 mar 2018

“Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas.

Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” Jo 10:14-16

Buscando interpretar as palavras de Jesus.

Refletindo a respeito desta passagem, começamos a observar, primeiro, que Jesus estava afirmando ser o bom Pastor. O verbo está no tempo Presente: sou o bom Pastor”, “sou conhecido”, “eu conheço o Pai,  e dou a minha vida pelas ovelhas”, “ainda tenho outras ovelhas”, “também me convém agregar estas”. A única parte dessa citação que está no tempo Futuro é “e haverá um rebanho e um Pastor.”

Estando no tempo Presente, já à época Jesus afirmava ser o bom Pastor.

Como escrito pelo próprio evangelista João:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (Jo 1:1-3)

podemos afirmar que Jesus, o Cristo, já desde antes da formação do próprio Planeta, é o bom Pastor daqueles que viriam a habitar nosso orbe.

Em assim sendo, cremos que Jesus afirmara, como está em Jo 10:14, sermos todos um corpo único em Humanidade e filhos do mesmo Pai, Criador, sendo ele, o Cristo, nosso Mestre e guia.

Quanto ao versículo 16, da mesma passagem, há interpretações que consideram as “ovelhas que não são deste aprisco” como sendo aqueles que não comungavam dos mesmos princípios religiosos daquela região e daquela época.

Gostaríamos de também oferecer um outro olhar a respeito.

O evangelista João pode ser considerado, pelo conteúdo do evangelho de sua lavra, como sendo aquele que se dirigia aos leitores do terceiro milênio.  

Em sendo assim, podemos interpretar a referência de Jesus “ovelhas que não são deste aprisco” como sendo a humanidade terrena como um todo, não só aqueles que se encontravam naquela região.  Podemos até lembrar o discurso de Estêvão quando disse que a mensagem de Jesus era para todos, não só para os judeus.

Disse Estêvão: “Seu reino é o da consciência reta e do coração purificado ao serviço de Deus. Suas portas constituem o maravilhoso caminho da redenção espiritual, abertas de par em par aos filhos de todas as nações.” (Paulo e Estêvão, por Emmanuel)

Quanto ao serem as palavras de Jesus uma profecia, também oferecemos uma outra perspectiva – tão só uma afirmativa: “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”. Não algo que viria a acontecer, ele já o era à época, como também desde antes  ̶  nosso Coordenador, Mestre e guia.

Somos um só como Humanidade, circunstancialmente como habitantes do Planeta Terra. Em processo de evolução, passando por provas, por expiações e cumprindo reparações. Por vezes, transitando em outras moradas de nosso Pai e no momento reunidos aqui na Terra para aprendizado e ajustes.

Creio ser um engano interpretarmos essas situações mencionadas como “duras penas”, como alguns o fazem. Poderão assim entender aqueles que ainda não compreenderam o verdadeiro significado das experiências pelas quais passamos nessa jornada. “Duras penas” remete a sofrimento, inquietação, angústia.

Diferentemente devem ser vistas com o entendimento de que são experiências que nos elevam e propiciam uma nova vida como “seres de luz” como referiu-se Jesus: “…para que se tornem filhos da luz.” (Jo 12:36), oportuniza abrirmo-nos ao sentimento de gratidão e não de dor.

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