Posted by on fev 23, 2017 in Palestras | 3 comments

ImgCapaSite-ReflexoesEvangelicasEstudo oferecido no Grupo Irmão Estêvão, Sede do Paranoá, em 24-02-2017

Áudio (mp3) – Consolador Prometido

separador-AprenderMestre

Estamos sempre a refletir sobre o Consolador prometido por Jesus.

Muitas vezes buscamos respostas de forma a atender nossos anseios ou convicções, imaginando alternativas até mesmo complexas.

Jesus, em suas reflexões, mesmo quando ministrando por parábolas, tinha uma maneira simples e direta de oferecer seus ensinamentos.

Nós, não sei se para atender nossa necessidade de intensificar, supervalorizar o que queremos expressar, por vezes criamos uma ambientação complexa e buscamos explicações que vão além do que está apresentado à nossa frente.

Creio que seja o caso dessa questão – o quê ou quem é o Consolador prometido?

Lendo o Evangelho de João(1) – 14:13 a 31; 15:26 e 27; 16:12 a 15 e 25 a 33; e 17: 24 a 26 – podemos observar as características de o Consolador prometido por Jesus:

– “Mas o Paráclito(2), o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse.” João 14:26

– “Mas, quando vier o Paráclito que vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da Verdade, que vem do Pai, dará testemunho de mim.

E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio.” João 15:26 e 27

– “Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podereis agora suportar.

Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará na verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas futuras.

Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará.

Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse: ele receberá do que é meu e vos anunciará” João 16:12 a 15

Enquanto Jesus, o Cristo, esteve entre nós nada do que Ele nos ensinou foi escrito. Seus ensinamentos foram memorizados por seus discípulos e seguidores que, acompanhando seu trabalho de divulgação da sua mensagem, aprenderam sobre tudo o que o Mestre quis transmitir.

Só depois que Jesus voltou à presença do Pai é que seus discípulos registraram seus ensinamentos. Inicialmente de forma incipiente.

Depois, todo o material foi compilado e divulgado no formato que conhecemos hoje – os quatro Evangelhos, Mateus, Marcos, Lucas e João.

Além dos Evangelhos, devemos considerar também as passagens registradas em Atos dos Apóstolos, mensagens dos ensinos do Mestre.

Importa lembrar, ainda, o trabalho de Paulo, em suas Epístolas, na divulgação dos ensinamentos do Mestre, de forma lúcida e explícita – não por parábolas (v. João 16:25)

Vale registrar a beleza do Sermão da Montanha, ensinamentos maravilhosos de que nos fala Ghandi quando expressa sua opinião de ser o mais elevado curso de ética e de moral que o ser humano já recebeu. Se todos os outros ensinos espirituais se perdessem, mas permanecesse o Sermão da Montanha, nada se haveria perdido.

Nesse contexto estão as Bem-aventuranças – uma coletânea de reflexões que, se devidamente observadas, proporcionariam elevar o nosso espírito ao Plano dos Espíritos Superiores.

Todo esse conteúdo teve como fonte não só a memória daqueles que acompanharam Jesus em sua trajetória terrena, encarnado. Por certo, todos eles foram inspirados pelo próprio Cristo, já “à presença do Pai” para que compartilhassem os ensinamentos da forma mais fiel possível – “Mas o Paráclito(1), o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que vos disse.” João 14:26

Assim, ouso expressar a minha opinião de que o Consolador prometido por Jesus está conosco há pouco mais de mil e novecentos anos – o registro dos ensinamentos do Mestre por aqueles que assumiram o compromisso de divulgá-los, como também suas experiências na convivência com Jesus: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mateus 28:20) Os ensinamentos de Jesus nos acompanham desde então. Primeiro de forma verbal, depois registrados por seus discípulos, apóstolos e seguidores, propagadores de sua mensagem.

Ao longo dos séculos, por várias ingerências de autoridades eclesiásticas, por ambição e vaidade de alguns, muito se perdeu da essência do Evangelho do Mestre.

Em assim sendo, houve por necessidade reavivar os ensinamentos trazidos pelo Cristo, enviado de Deus – “Saí do Pai, e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo, e vou ao Pai.” João 16:28.

Vários foram aqueles que tentaram reavivar a memória do Evangelho, mas novamente a ambição e vaidade não permitiram lograssem êxito nesse trabalho.

Em surgindo um estudo mais abrangente a respeito da essência do Evangelho do Cristo – Kardec com seu trabalho minucioso e com características de abordagem científica -, conseguiu-se alcançar a reavivação da essência dos ensinamentos do Mestre. Por isso o nome que se deu ao Espiritismo “Cristianismo Redivivo”. Assim podemos nos referir novamente a João 16:12 a 15

“Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podereis agora suportar.

Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos guiará na verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas futuras.

Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará.

Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse: ele receberá do que é meu e vos anunciará”.

Kardec, com a ajuda dos espíritos enviados pelo Plano Superior, reacendeu a memória daqueles que, mesmo tendo tido conhecimento da Verdade em outros tempos, haviam se esquecido da essência do que o Mestre nos ensinara outrora. Fora preciso reavivar de forma mais explícita e ampla para que reaprendamos o que houvéramos esquecido.

Somos os mesmos espíritos que outrora viveram, aprendendo, mas não apreendendo a essência evangélica. Não internalizáramos ainda a necessidade do que chamamos de Reforma Íntima, a grande viagem rumo à verdadeira escalada evolutiva. Fôramos tão-só aprendizes, mas não conseguíramos alcançar o conhecimento oferecido pelo Mestre.

Ainda somos crianças espirituais nessa jornada de evolução.

Kardec, na codificação do Espiritismo, intuído e auxiliado pelo Espírito de Verdade, trouxe-nos novamente o Consolador, agora reavivado, para que busquemos tentar aprender de forma mais verdadeira, integrando a Verdade em nossas vidas. Internalizando os verdadeiros ensinamentos e tornando-nos Cristãos Redivivos para uma escalada evolutiva mais proficiente e eficaz.

  • (1) Bíblia de Jerusalém – Nova Edição revista e ampliada, Ed. Paulus
  • (2) Paráclito – “aquele que consola ou conforta; aquele que encoraja e reanima; aquele que revive; aquele que intercede em nosso favor como um defensor numa corte”– Wikipédia
Do livro Reflexões Evangélicas II, Elda Evelina Vieira – Bookess Editora
separador-AprenderMestreReflexões complementares
Quando pensamos no que representa ser a doutrina espírita “O Consolador”, qual a reflexão que normalmente fazemos a respeito:– possibilitar o contato com entes queridos que já desencarnaram;– entender o que nos ocorre depois do que chamamos morte do corpo;– aprender um pouco mais sobre a vida e a morte;– compreender o processo da evolução dos seres;– exercitar o conceito de caridade e de doação;– aprender a amar a si mesmo, o próximo e a Deus;– desencadear o processo de reforma íntima;– buscar a humildade e o altruísmo nas relações interpessoais;

– compreender e exercitar os ensinamentos evangélicos do Cristo.

Todos esses itens são muito importantes, sem dúvida.

A questão é que quase sempre temos a teoria, até mesmo tentamos aprender sobre os conceitos evangélicos e como aplicá-los no nosso dia-a-dia. Queremos aprender a nos relacionar melhor com nossos companheiros de jornada. Buscamos o exercício da caridade e da doação.

Frequentamos um grupo de estudo com vontade e empenho para aprender mais sobre os mistérios da vida e da morte.

Neste dia, porém, quero refletir sobre um detalhe que considero de extrema importância em todo esse processo – quando efetivamente abraçamos e internalizamos a religiosidade em nossas vidas nós realmente nos tornamos melhores. É quando tudo se torna diferente e um novo horizonte se abre nesse caminho de aprendizado e evolução.

Precisamos entender que o objetivo nessa caminhada é a evolução do nosso espírito, é compreender o quanto importa a nossa mudança de comportamento em relação a nós mesmos e em relação aos companheiros de jornada ao longo de todas as nossas existências.

Quando dizemos da necessidade de buscar Deus em nós, significa que devemos buscar aquilo que temos de melhor em nosso espírito, no nosso eu mais profundo, e desenvolver essa virtude em todos os sentidos ampliando nossa capacidade de nos assemelharmos ao Ser Crístico que Jesus tentou nos ensinar a ser.

 

“- E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

– Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:16 e 26

“Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:20

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João 15:07

“O reino de Deus está dentro de vós.” Lucas 17:21

 

3 Comments

  1. 4-9-2013

    Sempre pensei nisso e essa idéia de q o Consolador já era o Evangelho é sensacional! Concordo!

  2. 10-22-2017

    O Consolador prometido por Jesus. “que o mundo não conhece, mas vós o conheceis porque habitará entre vós e não falará de si próprio, mas dirá tudo que tiver ouvido de mim”. Este consolador já veio na pessoa da Santa Vó Rosa, e guia um povo no ensino da doutrina apostólica. Povo que aprende muito sobre a verdade justiça e juízo.
    Para mais esclarecimento http://www.apostolica.com.br http://www.apostolica.org

    • 10-22-2017

      Caro João, boa noite. Muito grata pela sua contribuição. Creio que Jesus tenha dado oportunidades maravilhosas a muitos que creem na Sua mensagem de amor e de luz. Oportunidades para contribuir para engrandecimento de Sua obra. Santa Vó Rosa, como você mencionou, deve ser uma trabalhadora valiosa na obra do Mestre. Fico feliz por saber. Abraços fraternos.

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *