Postado por em 30 ago 2018

Há quem escreva com u e outros com o.

Eu…? Bem, sempre quando tenho dúvidas minha opção é pelo o, pois com u eu me lembro do jabuti e penso ser melhor não misturar as coisas.

Aqui, talvez, caiba umas carinhas risonhas para mostrar minha expressão marota pensando no que acabei de pensar e escrever.

Bem, vamos passar para o meu refletir sobre essas frutinhas saborosas, que nos dão a impressão de serem negras. Engano, são arroxeadas, podendo até mesmo ter alguns traços do vermelho intenso.

Jaboticabas remetem-me à infância.

Onde morava quando criança havia duas jabuticabeiras no quintal, entre outras árvores frutíferas.

Quando estavam carregadas de frutos, eu buscava um galho em que pudesse me sentar para, calmamente, me deliciar comendo uma a uma.

Sei que alguns vão estranhar eu dizer comendo.

Mas é verdade! Eu comia… sorvia o caldo doce, saboreava a polpa grudada ao caroço e mastigava a casca, mas não engolia.

Estranho? Não sei, para mim era natural saborear assim.

Costumávamos, por vezes, “apanhar” as jaboticabas, colocá-las em uma bacia com gelo e, ali mesmo, colhê-las de dentro da bacia e nos refrescarmos com a temperatura daqueles frutos polpudos e geladinhos.

Acontecia ou no quintal, ou na mesa da cozinha. Dependia de nossa vontade e, as frutas, se rendiam ao nosso desejo de saboreá-las ao nosso gosto. Era um renderem-se aos nossos desejos.

Uma outra coisa que poderia nos dar imenso prazer era ver as árvores floridas. Pequenas flores brancas que cobriam tanto o tronco como seus galhos. Poder-se-ia dizer que estavam como nevadas.

Parece até engraçado imaginar a região onde vivi minha infância poder estar nevada. Mais uma vez um sorriso maroto tomou-me o rosto.

Minas Gerais, bem no interior… ainda que não o fosse… Triângulo Mineiro, Araguari, bem na ponta do “nariz” de Minas.

Voltando aos frutos, a expectativa estava em encontrarmos aqueles grandes, alguns com mais de 2cm de diâmetro. Podem acreditar! Eram carnudos, doces e muito saborosos. Por vezes havia até uma certa competição entre nós, os apaixonados pelas jaboticabas.

Vez por outra, havia uma docilidade no coração de alguns. É quando o amor fala mais alto do que a gula. Se encontrássemos um desses frutos especiais oferecíamos a alguém como um presente muito especial, um verdadeiro tesouro.

De jaboticabas já fiz licor e geleias. Quem sabe venha a, em outro momento, passar os detalhes das feituras para aqueles que tenham interesse em saborear de seu próprio fazer.

Há alguns dias recebi de uma prima e de uma amiga fotos das jaboticabeiras no quintal de sua casa. Estão aqui a ilustrar este artigo. Poderão confirmar o que disse logo acima… estão como nevadas.

Ela me contou que por vezes tem de competir com as maritacas. Estas querem saborear os frutos mesmo ainda verdes. Eu poderia até imaginar que seria para incumbirem-se de resgatá-las todas sem deixar uma sequer para alguém mais. Uma trama consciente, como crianças a “brigarem” pelo comando do território.

Será que seria assim mesmo? Mais um sorriso maroto no meu rosto.

Bem, creio que posso ficar por aqui. Já fiz o meu passear pelo interesse e carinho por esta fruta saborosa e até mesmo intrigante.

Caso ainda me lembre de algo mais voltarei ao assunto.

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