Posted por em 4 jan 2021

 

Estudo oferecido – Live – no GFEIE Grupo da Fraternidade Espírita Irmão Estêvão, em 04-01-2021

Folheto com reflexões sobre o tema – Comer e beber (com Jesus) – folheto

Vídeo do Estudo no Youtube 

“Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença e tens ensinado nas nossas ruas.” — Jesus. (Lc 13:26

Este estudo tem como referência texto de Emmanuel, com o mesmo título, contido no livro Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Chico Xavier). A passagem do Evangelho de Lucas faz referência a um pai de família que não permitiu a entrada de filhos ingratos em sua casa.

A essência do texto de Emmanuel traz-nos reflexões importantes quanto ao como alguns dos estudiosos do Evangelho têm se comportado nas relações com companheiros de jornada. Não obstante o estudo e dedicação ao aprendizado do conteúdo dos ensinamentos do Mestre, tão só se detêm ao lado intelectual dos temas. Quanto à aplicabilidade do conteúdo oferecido pelo Mestre, pouco se preocupam.

Quando enfim surge o momento em que deverão apresentar-se ao Mestre – a expressão utilizada no texto de Emmanuel é: “quando a morte abre, de novo, a porta espiritual, eis que dirão haver ‘comido e bebido’ na presença do Mestre, cujos ensinamentos conheceram e disseminaram nas ruas” –, não fizeram jus à tarefa que lhes coube.

O entendimento puramente intelectual dos ensinamentos não cumpre o compromisso que tenham estes assumido quando acolheram para si a tarefa de compartilhar o ensinamento. Não um partilhar puramente intelectual com aqueles que seguem o caminhar. A tarefa teria de ir muito mais além. Mesmo que os ensinamentos estejam sendo oferecidos com clareza e de forma efetiva quanto ao conteúdo, o que realmente importa – o fazer-se presente na exemplificação do conteúdo – é por muitas vezes deixado ao lado.

Muitos de nós procede assim no nosso caminhar. Pretendemos estudar o Evangelho, compreender o conteúdo na sua forma, na sua linguagem, sintaxe, na compleição gramatical. O belo no falar e no escrever.

No entanto, quanto à essência de por qual razão nos foram oferecidos os ensinamentos, em muito deixamos à parte, não compreendendo os propósitos dos conteúdos evangélicos nas mensagens do Mestre, para nossas vidas. A prática do aprendizado esperado deixa ainda muito a desejar no processo em busca da evolução espiritual do Ser que somos.

Aqueles que caminharam com Jesus, em sua jornada terrena, efetivamente estiveram com Ele, comeram com Ele, ouviram de Sua própria voz os ensinamentos e orientações. No entanto, muitos não alcançaram o entendimento de que, mais do que ouvirem e verem o que lhes acontecia, o essencial teria sido o internalizar os ensinamentos que o Mestre oferecia de forma prática e exemplar – efetivamente trazer para a prática do dia a dia o conteúdo que Ele desejaria fosse internalizado e cumprido. Não só o aprender, exemplificar nas atitudes com aqueles com os quais se relacionavam e aos quais desejaria transmitir o que aprenderam.

Recentemente assisti a um vídeo em que um cientista oferece reflexões importantes sobre a nossa existência como seres sociais. Como temos nos comportado nessa condição, em relação àqueles com quem partilhamos a vida no Planeta.

A ciência, recentemente, identifica-nos como um corpo contendo vários sistemas semelhantes ao que encontramos no Cosmos. Os Micro-organismos – células, moléculas, organismos vivos – que, em seu conjunto, apresentam-se como conjuntos “estelares” dentro de nós.

Esses Micro-organismos, para estarem saudáveis e, por conseguinte, permitir que nosso corpo esteja saudável, precisam cumprir suas tarefas a contento. Para atingimento desse objetivo, faz-se necessário que estejam “conscientes” de sua relação com o que os cerca. Quando um desses micro-organismos deixa de cumprir a tarefa que lhe cabe, nosso corpo fica doente.

Nesse ponto da reflexão, o cientista traz um conceito muito interessante, não só isso, de vital importância para o nosso viver saudável, literalmente falando.

Ele começa a trazer a relação que existe entre o Amor e o Egoísmo e a nossa saúde física.

O “Amor” entre as partes de nosso corpo – sejam órgãos, microrganismos como células, moléculas, até mesmo bactérias e assemelhados –, é de vital importância. Este “Amor” é que promove o exercício sinergético de atividades funcionais que possibilita estejamos com o nosso organismo equilibrado, saudável e vivo em sua plenitude.

Em acontecendo de uma das partes não agir de forma colaborativa com o sistema em que se encontra, ocorre a doença.

O cientista denomina esse comportamento inadequado de uma atividade egoísta. O micro-organismo aqui referido não “quer” participar de forma positiva nesse conjunto “estelar”. Não colabora e se “fecha”, podendo vir a crescer e se multiplicar com esse “sentimento egoísta”. Esse agrupamento egoísta será denominado, na sua condição de doença, como “tumor”. O tumor é um conjunto de micro-organismos, no caso células, egoístas, agem por conta de si mesmos, sem interesse saudável com o sistema em que está inserido.

Esse cientista, após a abordagem acima, faz um paralelo com o comportamento de nós “Seres Humanos”. Fomos criados para convivermos em harmonia, tendo como principal sentimento a acolher em nós o “Amor”. Em tendo o Amor como sentimento de primeiríssima grandeza, nós teremos nosso organismo – o Planeta – saudável.

No entanto, se não nos conscientizarmos desse princípio fundamental na convivência entre nós, passamos a desenvolver um “Tumor” que poderá se alastrar nesse organismo incrível que é a nossa “Casa”. O ambiente físico que nos foi presenteado para desenvolvermos o Espírito que somos – no aspecto espiritual e no intelectual.

Voltando ao tema trazido por Emmanuel com o título Comer e beber…

O simples acolher intelectual do Evangelho em nosso sistema cognitivo não basta. Pode ser importante quando acolhemos o conhecimento de forma a torná-lo útil para o entendimento de seus conceitos e aplicabilidade em nossas vidas.

O mais importante, no entanto, é o tornar esse conhecimento exercício prático no nosso proceder.

Esse aplicar deverá começar em nós mesmos, no nosso processo consciencial dos ensinamentos em nossas vidas.

O passo seguinte será o de partilhar com nossos companheiros de jornada – no oferecer em forma de conhecimento intelectual e, também, no incentivar a prática do conteúdo alcançado. O compartilhamento da prática somente far-se-á eficaz com o exemplificar nas nossas ações cotidianas.

Em um estudo a que assisti recentemente, observei no texto de Emmanuel – Mansos de coração – no livro Escrínio de Luz, uma reflexão muito interessante que entendo possa complementar nossas observações.

O texto de Emmanuel contempla uma das Bem-Aventuranças: “Bem-aventurados os mansos de coração, porque herdarão a Terra.” (Mt. 5:5.)

Refletindo sobre o ter como herança… herdar significa receber para cuidar. Pensamos no herdar como algo para o futuro.

Se herdar é receber para cuidar, podemos refletir sobre o cuidar como compromisso desde quando chegamos ao Planeta.

Nossa jornada espiritual se constitui de direitos, como também de deveres. Sermos mansos para herdar a Terra requer, desde sempre, o cuidar do Planeta que recebemos como moradia. E cuidar do Planeta significa cuidar de tudo o que nele existe – principalmente o que expressa em si a Vida.

Como costumamos dizer: “a palavra convence, mas o exemplo arrasta” (autoria atribuída a Confúcio).

Sugestão para pesquisa

Um Novo Olhar sobre a Vida na Terra – por Antônio Donato Nobre

https://youtu.be/QtQ86Yfiks0

 

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